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28/JUL/10 - Aproveite o verão e conheça o “Encontro das Águas”

Encontro das águas -Foto: Márcio di Pietro

Encontro das águas -Foto: Márcio di Pietro

Uma composição virtuosa da natureza é o “Encontro das Águas”, na região do Bico do Papagaio, onde a massa líquida dos rios Araguaia e Tocantins se abraça e segue serpenteando, em canal único, até o mar. As belezas deste capricho geográfico transformam-se em atrativo turístico, ainda mais visitado durante a o mês de julho, quando baixam as águas e o Tocantins recebe para um verão sazonal de sol e praia.

A praia de Bacuri Grande, em Esperantina, último município no norte do estado, a 750 km da capital, Palmas, é o ponto de partida para o “Encontro das Águas”, a 25 km dali. O barqueiro Manoel Gomes Soares é conhecido no local como o dono do Bico, porque tem uma posse de terra bem no Extremo-Norte, para onde conduz em seu barco os turistas. Franzino, 43 anos e nove filhos, manobra há dez a embarcação de madeira rústica, com lastro de cinco metros e motor a diesel.

Ancorado no porto e sempre feliz, o ribeirinho, morador do distrito de Pedra Grande, faz até cinco viagens por mês ao “Encontro das Águas”, cobrando R$ 200,00 em regime de fretamento. Durante o passeio ele é o guia turístico, respondendo perguntas e mostrando as belezas ao longo do rio. Levando uma hora na ida e duas na volta porque é de subida, o visitante tem que ser aventureiro, com aquele espírito apreciador da simplicidade, já que o receptivo do seu Manoel não oferece nenhuma tecnologia e conforto.

Funcionário da prefeitura de Esperantina, o “dono do Bico”tem outro posto de trabalho: no período de aulas atravessa em seu barco os estudantes que moram nos barrancos do outro lado do rio Tocantins para a escola na cidade. Ele também é pescador e agrega a venda dos pescados à renda mensal da família.

Em Esperantina, o turista pode conhecer uma típica fábrica de farinha. Organizadas em associativismo, mulheres da região descascam a mandioca, colocada em tanques e levada para torrar em seguida de modo bem artesanal. A comercialização é feita diariamente. Também saborear suco de cupuaçu com a fruta retirada diretamente da árvore, na chácara do senhor Nonato Câmara, onde uma jandaia (periquito) também é atração.

Fonte: ADTUR



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