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07/SET/10 - Belo Horizonte se transforma na capital mundial da animação em setembro

Animação - Foto: Divulgação

Animação - Foto: Divulgação

Atrações mundialmente reconhecidas e o que há de mais novo na arte da animação. De 8 a 30 de setembro, Belo Horizonte e Betim recebem a 8ª Mostra Udigrudi Mundial de Animação (Mumia). O festival tem como finalidade divulgar a produção audiovisual de animação de caráter cultural e contribuir para o desenvolvimento videográfico quanto a sua linguagem, formato específico e forma de produção. Serão exibidos curta-metragens regionais, nacionais e internacionais de diversas vertentes da arte da animação, todos com entrada gratuita. O evento é promovido pela Leite Filmes, em parceria com o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinprominas), com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Centro de Referência Audiovisual (Crav).

A mostra principal acontece de 10 a 16 de setembro, no Cine Humberto Mauro, no Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1.537, Centro), porém diversos espaços de Belo Horizonte recebem as exibições do festival de 8 a 30 de setembro, entre eles o Centro de Cultura Belo Horizonte, a Casa do Baile, o Cine Clube Joaquim Pedro de Andrade, o Cine Clube Sabotage e o Cine Clube Uma Tela no Meu Bairro.

A 8ª Mumia traz para Belo Horizonte filmes de 22 países. Segundo Sávio Leite, realizador do evento, a intenção é proporcionar ao público mineiro acesso a uma parcela significativa da produção videográfica nacional e internacional que, por não pertencer a grandes produtoras, acabam ficando à margem do circuito comercial. “São produções que dificilmente os mineiros teriam acesso de outra maneira. Teremos uma programação coerente com a proposta de transformar Minas Gerais na rota do que de melhor se produz em termos animados no mundo”, completa.

Entre os filmes brasileiros em destaque na mostra está a premiada animação paulista “O Divino, De Repente”, de Fábio Yamagi, um documentário animado com ficção experimental, feito com varias técnicas artesanais, e ainda “Eu Queria Ser um Monstro”, de Marão, animação em stop motion, vencedora do último Anima Mundi. Os dois realizadores estarão presentes para debater com o público.

A novidade desta edição da Mumia é uma seleção de filmes feitos em Minas Gerais, fato que coloca o Estado na ponta do que de melhor é feito nesta arte no país. Entre os projetos mineiros está uma mostra das animações feitas pela Conexão Vivo Animações, que explora a interface entre música e imagem em diferentes possibilidades de linguagem. Outro projeto mineiro é o Universidade das Crianças, produzido por alunos da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que traz curtas feitos para sanar, de forma lúdica, “duvidas recorrentes das crianças”.

Videogame

Preocupado com a inovação e com novas formas de apreensão da realidade, a 8ª Mumia traz para esta edição outra novidade: os Machinimas. São curtas produzidos com a apropriação de ferramentas e gráficos de videogames. Nesta arte, surgida no final dos anos 90, o videogame, objeto de consumo de massa, se transforma em ferramenta de produção de sentido, um meio de expressão acessível para todos aqueles que dispõem de um console de jogos e de um computador. Os vídeos que serão exibidos no festival foram disponibilizados pela pesquisadora francesa Isabelle Arvers, com o apoio da MostraVideo, do Itaú Cultural.

Destaques internacionais

Mais de 40 filmes compõem a mostra internacional. Destaque para dois jovens realizadores: o alemão Max Hattler e o russo Alex Budovski, este reconhecido internacionalmente por produções promocionais e educativas. Além deles, o argentino Juan Antin traz pela primeira vez à capital mineira o longa metragem “Mercano El Marciano”, que mostra uma Buenos Aires apocalíptica e brinca de forma inteligente com a realidade virtual, interagindo com outros seres conectados à rede e anunciando a ascensão das redes sociais como Facebook e Twitter.

Outros destaques são a premiada animação espanhola “Atenção ao Cliente” de Marcus Valin e David Afonso, “Rojak”, dos irmãos Sileimann, um raro exemplar de como vive a sociedade malasiana, a politicamente incorreta e premiada animação inglesa “Assim Como Eu, Só que Melhor”, de Martin Pickles e o filme inglês “Achados e Perdidos”, de Philip Hunt, ganhador de mais de 40 prêmios internacionais.

Dos EUA vieram filmes de dois badalados autores: Bill Plympton, com “Horn Dog” e sua mais recente animação “A Vaca que Queria Ser um Hamburguer”, além de Don Hertzfeldt, que traz a Belo Horizonte “Tudo Vai Dar Certo” e “Me Orgulho de Você”, um tenebroso e perturbador retrato da vida.

Inclusão social

Dois curtas realizados por estudantes do Projeto Escola da Gente abrem a programação em Betim. As oficinas foram ministradas por Daniel Herthel e Mariana Blanco, que durante uma semana ensinaram os princípios as animações para as crianças.

Mumia

Realizado desde 2003 em Belo Horizonte, a Mostra Udigrudi Mundial de Animação (Mumia) tem como sede o Centro de Referência Audiovisual (Crav). A mostra é reconhecida como um evento consolidado entre os festivais de cinema e vídeo no Brasil e integra o calendário turístico da cidade. O sucesso da Mumia pode ser comprovado pelos inúmeros convites internacionais que tem recebido. Por meio da Mumia, a animação brasileira já foi exibida na Finlândia, Chile, Colômbia e Holanda e, ainda este ano, estará presente em mais dois países: Eslovênia, em outubro, e Equador, em novembro.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte



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