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07/NOV/10 - Paraibuna: Rio de √Āgua Escura

Paraibuna: Rio de √Āgua Escura - Foto: Divulga√ß√£o

Paraibuna: Rio de √Āgua Escura - Foto: Divulga√ß√£o

- Como chego a Paraibuna?

- Ah meu amigo, a pitoresca Paraibuna era ponto de descanso para os turistas que seguiam para Ubatuba. Rapidamente descobriam o seu centro sem dar muita aten√ß√£o ao seu aspecto, pois tinham pressa para bronzear os seus corpos e refrescar a sua alma em √°guas atl√Ęnticas do Litoral Norte de S√£o Paulo.

- Paraibuna está muito bem situada, em local estratégico entre as montanhas e é banhada pelo rio que lhe empresta o charme bucólico de um local ideal para se viver tranquilamente.

- Dia 13 de junho √© um dia important√≠ssimo na historia de Paraibuna, quando foi erguida uma capela em homenagem a Santo Ant√īnio. Naquele tempo a regi√£o era coberta por mata virgem e os forasteiros provenientes de Taubat√© e de S√£o Paulo n√£o tinham a menor consci√™ncia ecol√≥gica, pois a mata se apresentava t√£o poderosa que eles buscavam defender-se dos animais selvagens, dos √≠ndios, dos insetos e das intemp√©ries ao desmatar as √°reas necess√°rias para estabelecer-se. Surgia ent√£o a povoa√ß√£o Santo Ant√īnio da Barra de Paraibuna.

- Pelas informa√ß√Ķes que obtive, j√° naquele tempo o n√ļcleo habitacional servia de ponto de pouso para os viajantes e aos poucos se consolidava como um local de passagem. Vou ler para voc√™ as informa√ß√Ķes que chegaram at√© mim e que nos auxiliar√£o a compreender um pouco mais da hist√≥ria dessa cidade que passou por momentos relevantes, sobretudo, durante o ciclo do caf√© quando surgiram enormes propriedades rurais e casas elegant√≠ssimas nas quais habitavam os senhores da √©poca. Preste aten√ß√£o: ‚ÄúEm 03 de Junho de 1773, o Capit√£o Geral de S√£o Paulo, D. Luiz Ant√īnio de Souza resolveu, atrav√©s de uma ordem, determinar que Manoel Ant√īnio de Carvalho fosse para o lugar e assumisse a administra√ß√£o e a dire√ß√£o da povoa√ß√£o. O mesmo documento determinou ainda que os foros, vadios e vagabundos, sem domic√≠lios certos e sem utilidade para a Rep√ļblica fossem habitar as ditas terras de Paraibuna.

Casar√Ķes recuperados no centro - Foto: Divuga√ß√£o

Casar√Ķes recuperados no centro - Foto: Divuga√ß√£o

A not√≠cia de que os vadios e vagabundos seriam obrigados a se dirigirem para a vila, causou alarme entre os moradores, que conseguiram, em 1775, a revoga√ß√£o da tal ordem com a consequente concess√£o da Carta de Sesmaria. Esta carta pode ser considerada o marco fundador da vila, pois tornava propriet√°rios das terras onde se erguia a cidade de Paraibuna, os senhores: Jo√£o Sim√Ķes Tavares, Manuel Garcia Rosa, Manuel Motta e Jos√© Pereira. Os quatro s√≥cios receberam “uma l√©gua de terras em quadra” com o direito de fazerem delas o que bem entendessem, respeitando a Lei Foral da Sesmaria.

Mas somente em 1812, no dia 07 de Dezembro, o Pr√≠ncipe Regente criou por alvar√° a freguesia de Santo Ant√īnio de Paraibuna, com a constru√ß√£o de uma capela e nomea√ß√£o de um p√°roco. A primeira missa foi ent√£o celebrada em 13 de Junho de 1815, pelo vig√°rio Padre Modesto Ant√īnio Coelho Neto. Em 10 de Julho de 1832 a freguesia passa √† condi√ß√£o de Vila, e, em 1833 √© realizada a primeira elei√ß√£o para a C√Ęmara Municipal‚ÄĚ.

- √Č fascinante n√£o √© mesmo? N√≥s temos no Brasil cidades que s√£o verdadeiras j√≥ias gra√ßas ao seu passado hist√≥rico e, sobretudo, pelo fato de terem conservado os seus encantos. Vou dar-lhe uma sugest√£o: siga para Paraibuna com vontade de descansar e de aproveitar desta pequena cidade de cerca de 20 mil habitantes onde voc√™ ainda √© tratado com carinho e com o diferencial de ser algu√©m que vem de fora.

Fonte:¬† F√°bio √Āvila



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