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03/FEV/10 - Itu e Salto, exageradamente históricas, são destinos da Rota dos Bandeirantes, no interior paulista


As cidades contam muitas histórias Foto: Divulgação

As cidades contam muitas histórias Foto: Divulgação

Quatrocentona e tradicional, a cidade de Itu guarda o mesmo vigor da época em que as primeiras discussões republicanas começavam a abalar as estruturas da desgastada Monarquia brasileira. Ruas estreitas de paralelepípedos, casarões coloniais feitos de taipa, belas igrejas barrocas e fazendas, nostalgicamente, históricas fazem do “Berço da República”, como o destino é conhecido, um dos mais agradáveis do interior de São Paulo.

Considerada a “Ouro Preto paulista”, devido à variedade de templos religiosos, essa cidade, localizada na região do Médio Tietê, começou a escrever a sua história, em 1610.

Era apenas um povoado minúsculo, construído ao redor de uma capela. Logo se tornou vila, mas foram necessários quase dois séculos para que aquele rincão pacato de fazendas e artesãos se tornasse uma cidade de fato, em 1842. Dali para frente, ninguém mais conseguiu segurá-la.

Ganhou o título de cidade mais rica de São Paulo, abrigou barões do café que buscavam alternativas à crise do mercado internacional do açúcar e foi palco das primeiras discussões que dariam novo rumo político ao Brasil, a Proclamação da República.

Histórias não faltam ao visitante que chega a essa região que faz parte da Rota dos Bandeirantes, um circuito histórico-turístico de 180 quilômetros que inclui outras cidades que serviram de passagem para os homens que descobriram o interior do Brasil, como as pacatas Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus.

No entanto, a fama de Itu vem dos “causos” exagerados sobre supostos objetos imensos encontrados na cidade natal de Simplício, personagem criado pelo comediante ituano Francisco Flaviano de Almeida para um quadro do programa “Praça da Alegria”, da extinta TV Tupi.

A praça Padre Miguel, no centro histórico, abriga os objetos mais conhecidos dessa cidade “onde tudo é grande”. Um semáforo gigante, um orelhão maior ainda, com sete metros de altura, suvenires de proporções exageradas e até um “pequeno” mascote de 2,15m, que atende pelo nome de “Garotinho de Itu“.

Mais adiante, tão pertinho como um “tirinho de espingarda”, outra cidade começa a despontar como destino turístico da região: Salto. São tão próximas que a vizinha também pegou gosto em contar histórias e abrigar atrativos de dimensões exageradas.

Abriga as maiores quedas de toda a extensão do rio Tietê, é protegida pelos olhares atentos da estátua da padroeira Monte Serrat, considerada a segunda maior imagem sacra do Brasil, e ainda guarda rochas sedimentárias milenares que comprovam a passagem de geleiras do período glacial.

Classificada como bairro rural de Itu até o início do século passado, Salto demorou para reconhecer seu potencial turístico. Não pela falta de atrativos (naturais, sobretudo), mas pelo excesso de trabalho.

Localizada, estrategicamente, às margens do rio Tietê, a cidade viu o mundo passar em seu quintal. Assistiu de camarote as viagens eufóricas dos bandeirantes que buscavam ouro no interior distante do país; os ganhos com a lavoura da cana atraíram os empresários do setor têxtil e a pequena população começou a dividir espaço com os europeus, principalmente italianos, que começavam a “fazer a América”. Aquele centro industrial já era tão agitado que até ganhou o apelido de Pequena Manchester paulista, uma referência à cidade britânica que um dia fora um dos principais polos industriais do mundo.

Quem costuma passar parte do tempo aprisionado no trânsito caótico de São Paulo, em plena Marginal, pode não se sentir atraído em passar o fim de semana olhando (e cheirando) o Tietê. Mas esse mesmo rio paulista tão maltratado é o principal atrativo dessa discreta cidade que começa a reinventar sua lista de produtos turísticos e que se orgulha em dizer que é ali, em Salto, onde o fétido curso d’água paulista começa a se oxigenar.

O que era apenas um destino sem graça, onde a estátua de Monte Serrat e a cachoeira eram as únicas atrações, hoje, tem o Tietê como o principal motivo para atrair visitantes de todas as partes, sem contar os parques, praças e o casario local.

Aquele trecho do rio foi testemunha de momentos tão importantes para o desenvolvimento do estado de São Paulo e de todo o país que até ganhou um agradável memorial que reconta toda a sua trajetória desde a época em que índios guaianazes circulavam pelo Ytu Guaçu, “Salto Grande”, em língua nativa.

Pois é, “cumpadi”. Itu e Salto têm “história pra mais de metro”.

Fonte: Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo



Comentaram por aqui...

  • Angela April 27th, 2011 em 12:42 pm

    Gostaria de saber se vcs tem oficina de reforma de trailer,
    se poderiam ir ao camping Cabreuva p/fazer orçamento e qual seria o custo da visita.
    Grata .
    Angla.

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