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03/AGO/11 - Florianópolis também é a terra da dança


2° Festival de Dança de Florianópolis - Foto: Divulgação

2° Festival de Dança de Florianópolis - Foto: Divulgação

O 2° Festival de Dança de Florianópolis, que ocorrerá de 17 a 21 de agosto, no Teatro Governador Pedro Ivo, anexo ao Centro Administrativo de Governo do Estado de Santa Catarina. Bailarinos de todo o Brasil e do exterior poderão concorrer a um total de R$ 20 mil – a segunda maior premiação oferecida em eventos semelhantes no território catarinense.

Além de ampliar o período de realização de três para cinco dias, o valor global distribuído entre os vencedores aumentou em função de duas premiações agora instituídas: melhor balé clássico de repertório e de destaque para algum profissional da dança ou conjunto de obra participante do evento. A primeira, sugerida pelos próprios bailarinos clássicos, facilita a avaliação dos jurados ao analisarem em separado “trabalhos que não necessitem de valorização por criatividade e ineditismo, mas com algo tradicional das coreografias de repertório”, explica a curadora do festival, Bia Mattar. A segunda “é uma forma de reconhecer alguém de grande destaque, mas que não teve a oportunidade de levar o prêmio principal”, comenta Daniel Pozzobon, um dos organizadores.

A partir deste ano, a programação contará com uma sessão de gala, exclusiva para a apresentação de espetáculo convidado, que será anunciado em breve. Em 2010, o D-Efeitos, de São Paulo, foi a atração no primeiro ato da noite de abertura, com um pocket-show de dança de rua. Outra novidade será a mostra não competitiva, no mesmo teatro, proporcionando aos artistas a oportunidade de se apresentar para avaliadores especializados, independentemente do concurso. Além de ser um estímulo a novos coreógrafos, bailarinos e grupos iniciantes e experimentais, “vale também para veteranos que nem sempre estão dispostos a competir, apenas mostrar a sua produção artística”, comenta Daniel.

O método de inscrição também mudou. Agora, os trabalhos solo, em duo e em trio passarão por seleção, que será feita por intermédio de vídeo. Conforme Carlos Eduardo de Andrade, também diretor do festival, “o objetivo é melhorar a qualidade do que será mostrado ao público”. Já os conjuntos, compostos por quatro ou mais bailarinos, não necessitam ingressar no processo seletivo. “Ainda estamos na segunda edição. Dependendo da procura, para o próximo ano, também teremos a seleção de conjuntos”, adianta.

Para Daniel, “as expectativas são superanimadoras e será a oportunidade de confirmar todo o sucesso que foi o primeiro, ao envolver gente de tantos lugares com os mais variados trabalhos”. Bia pondera também que “questões de como crescer sem perder a qualidade, até onde crescer e o que pode ser inédito e instigante aos participantes pairam as nossas ideias e fazem o projeto ficar vivo e investigativo, não apenas um festival de mostras e competições”.

Ao contrário do ano passado, quando os patrocínios surgiram somente depois de seu lançamento, o Prêmio Desterro já angariou apoios importantes nesta fase inicial. A direção da Unimed Florianópolis Cooperativa de Trabalho Médico, por exemplo, aprovou um investimento significativo ainda no começo do ano, utilizando os benefícios dispostos na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, gerida pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. “Sem dúvida, o incentivo municipal ajudará a concretização desse evento. Estimamos a participação de aproximadamente mil bailarinos”, completa Carlos Eduardo.

Inscrições
Com o surgimento da mostra não competitiva, agora é possível optar entre inscrever coreografias apenas para apreciação do público ou concorrer ao prêmio sob análise dos jurados. O mesmo grupo ou bailarino pode enviar fichas para os dois tipos (competitiva e não competitiva), desde que sejam trabalhos diferentes.

O formato do festival estabelece duas categorias de faixa etária: júnior (nascidos de 1994 a 1997) e adulto (nascidos até 1993). Os gêneros de dança a que concorrem são balé clássico, balé clássico de repertório, dança contemporânea, dança de salão, danças populares, danças urbanas, jazz e sapateado. Dependendo da modalidade, da categoria e do subgênero (solo, duo, trio e conjunto), as coreografias devem ter duração máxima de três a seis minutos. Para os conjuntos, é obrigatória a quantidade mínima de quatro integrantes.

Cada grupo ou bailarino poderá inscrever até oito trabalhos por gênero, sendo quatro em cada categoria (júnior e adulto) e uma por subgênero.

Para todos os casos haverá limite de vagas e a organização poderá encerrar o prazo de inscrição antes da data prevista, se considerar o número de coreografias recebidas a quantidade máxima adequada para as noites de espetáculos.

Podem participar escolas, academias, grupos, companhias e bailarinos profissionalizados ou não de qualquer procedência. Até 15 de julho, os candidatos deverão preencher suas fichas por meio do site oficial www.premiodesterro.com.br e remeter a documentação solicitada por Sedex (valendo a data do carimbo dos Correios). Os trabalhos solo, em duo e em trio serão selecionados, com inscrição realizada em duas etapas: postagem da ficha e do vídeo da coreografia no site até 5 de julho e, se aprovados, pagamento de taxa e remessa dos demais documentos até 15 de julho.
As taxas de inscrição por bailarino têm os seguintes custos:

Até 19 de junho – conjunto (a partir de quatro bailarinos): R$ 25,00; trio: R$ 30,00; duo: R$ 35,00; solo: R$ 45,00.

Após 19 de junho – conjunto (mais de quatro bailarinos): R$ 30,00; trio: R$ 36,00; duo: R$ 42,00; solo: R$ 54,00.

Assistentes, diretores e coordenadores: R$ 20,00, independente do número de coreografias inscritas. Coreógrafos são isentos.

Estes valores correspondem à participação dos bailarinos em apenas uma coreografia. Quem for dançar em outro trabalho deverá pagar nova taxa, integralmente.

A relação dos trabalhos selecionados nos subgêneros solo, duo e trio será divulgada no site oficial do evento dia 10 de julho e a lista completa de todos os participantes da segunda edição do Prêmio Desterro até o dia 20 de julho.

Avaliação e premiação
Cinco profissionais de reconhecimento nacional na área da dança formarão a comissão julgadora e apontarão os três primeiros colocados nos subgêneros solo, duo, trio e conjunto, em todos os gêneros (balé clássico, balé clássico de repertório, dança contemporânea, dança de salão, danças populares, danças urbanas, jazz e sapateado), em ambas as categorias (júnior e adulto).

Descartando-se a maior e a menor nota aferidas, serão somadas as outras três para a média final. O primeiro lugar será o que atingir a maior média acima da nota 9; o segundo, a média imediatamente inferior ao primeiro lugar e acima de nota 8; e o terceiro, a média imediatamente inferior ao segundo lugar e acima de nota 7. Todos receberão troféus pela classificação.

Além disso, o grupo ou bailarino que conquistar a maior pontuação em cada um dos oito gêneros receberá R$ 1 mil em dinheiro e troféu. A estatueta também será conferida aos segundos e terceiros colocados. Todos os participantes, independente de classificação, poderão ser indicados também a um prêmio especial de R$ 2 mil, que será outorgado a um bailarino, grupo, escola, figurinista, ensaiador, coreógrafo ou conjunto de obra que venha a ser destaque no evento.

E para a apresentação considerada a melhor de todo o festival será o concedido o Prêmio Desterro, no valor de R$ 10 mil. A escolha será feita por um júri composto de três integrantes da primeira comissão julgadora e mais dois membros da comissão organizadora.

Pódio
O Prêmio Desterro estreou em 2010, com a participação de 607 dançarinos inscritos de 53 grupos do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Entre as 98 coreografias que disputaram um total de R$ 17 mil, “Mov&danças”, do Hip Hop Soul, de Florianópolis, foi o grande vencedor geral, levando R$ 10 mil. O mesmo grupo já havia recebido R$ 1 mil como primeiro colocado na dança de rua.

Os demais campeões por gênero, que também ganharam R$ 1 mil, foram: Associação Cultural Arte.Dança, de Florianópolis, balé clássico; Grupo de Dança Adriana Alcântara, de Balneário Camboriú (SC), dança contemporânea; João Biasotto & Priscila Mol, de Florianópolis, dança de salão; Grupo Folclórico Tropeiros do Litoral, de Itapema (SC), dança popular; Eliane Fetzer Centro de Dança, de Curitiba, jazz; e Laboratório da Dança, de Porto Alegre, sapateado.

Fonte: SANTUR



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